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Sexta-feira, 03 de Abril 2026
'A memória da minha filha está aqui', diz mãe de policial militar vítima de feminicídio sobre a Sala Lilás inaugurada pelo Governo do Amapá

Justiça

'A memória da minha filha está aqui', diz mãe de policial militar vítima de feminicídio sobre a Sala Lilás inaugurada pelo Governo do Amapá

Mãe da cabo PM Emily Monteiro, morta em 2018, Aldineia Monteiro destacou o legado deixado pela filha, dedicado à Polícia Militar, à família e às causas de proteção as mulheres.

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Em um momento de emoção, respeito e reconhecimento, foi entregue à Aldineia Monteiro, mãe da cabo da Polícia Militar do Amapá Emily Karine de Miranda Monteiro, e à toda a sociedade, a primeira "Sala Lilás" da corporação na segunda-feira, 4. O espaço de acolhimento inaugurado pelo Governo do Amapá homenageia a policial, vítima de feminicídio aos 29 anos, em 2018. O local funciona no 1º Batalhão da Polícia Militar, no Residencial São José, em Macapá.

Aldineia destacou os feitos da filha que sempre foi dedicada à família, ao trabalho e às causas sociais de enfrentamento à violência contra mulheres. Com muita emoção e dor irreparável com a perda da filha, a mãe reforçou que o silêncio pode ser um erro fatal e ver a "Sala Lilás" em funcionamento podendo ajudar muitas meninas e mulheres é, para ela, a certeza que Emilly deixou um legado.

"Este momento é para lembrar que a mulher não está sozinha. Tem agora uma sala de acolher para dar mais um conforto a essas vítimas quando procurarem o local para denunciar. Isso é importante. Lutar e não ficar calada, denunciar! Infelizmente, nada vai apagar o que houve com a minha filha, mas agora esse momento me faz lembrar que a memória da minha Emily está aqui", contou Aldineia, emocionada.

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O caso da cabo Emilly completa 7 anos em 12 de agosto. O crime, praticado pelo companheiro, na época também policial militar, causou grande comoção na sociedade. Como em muitas situações, a motivação foi ciúmes e não aceitar o fim do relacionamento. A capitã Waldenice Nogueira, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, pontua que a "Sala Lilás" também está disponível para todas as mulheres da Segurança Pública.

"O caso é emblemático, envolveu uma policial militar, por isso a 'Sala Lilás' também é voltada a esse atendimento preventivo com relação as nossas policiais femininas e todas as mulheres da Segurança Pública. Acabamos perdendo a policial Emily para a violência doméstica, então, o nosso combate também está dentro da nossa instituição, com ações repressivas e educativas", afirmou a coordenadora da Patrulha Maria da Penha.

Amapá por Todas Elas

A "Sala Lilás" é mais uma ação estratégica dentro da campanha “Amapá por Todas Elas”, em referência ao Agosto Lilás, mês de enfrentamento à violência contra a mulher nos 16 municípios. Os trabalhos contam com ações educativas, preventivas e ostensivas integradas com diversos órgãos voltadas à garantia dos direitos, reforçando a rede de apoio e promovendo o acesso a políticas públicas com enfoque na dignidade, segurança e cidadania.

Ao todo, quatro novas salas serão inauguradas ao longo do mês de agosto. Além da unidade entregue nesta segunda-feira, outras serão instaladas nos seguintes pontos: 4º Batalhão da Polícia Militar, em Santana, na Delegacia de Atendimento a Mulher, também no município santanense, e na Delegacia de Atendimento a Mulher, na capital.

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